Principal distinção internacional aos estudiosos da área, o Prêmio Nobel de Economia foi, na verdade, criado em 1968 pelo banco central da Suécia, que paga os ganhadores. É o único prêmio que não foi instituído por Alfred Nobel. A escolha dos laureados é feita pela Academia Real de Ciências da Suécia, que concede o prêmio "Sveriges Riskbank" (o nome do banco central sueco) "em memória" de Alfred Nobel. Sua entrega é feita com a dos demais prêmios Nobel.
VENCEDORES DOS ÚLTIMOS 15 ANOS E O MOTIVO DA PREMIAÇÃO
2002 - Daniel Kahneman, psicólogo e matemático israelense e norte-americano; Vernon L. Smith, economista e professor norte-americano - Por ter integrado insights da pesquisa em psicologia na ciência econômica, especialmente no que concerne ao julgamento humano e nas tomadas de decisão em situações de incerteza. (Kahneman) - Por ter estabelecido experimentos laboratoriais como uma ferramenta para a análise econômica empírica, especialmente no estudo de mecanismos de mercado alternativos. (Smith)
2003 - Robert F. Engle III, economista e professor norte-americano; Clive W. J. Granger, economista e professor britânico - Pelo desenvolvimento de métodos de análise econômica de séries temporais considerando-se a volatilidade com a variação do tempo (Engle) e as tendências comuns (cointegração) (Granger).
2004 - Finn E. Kydland, economista e professor norueguês; Edward C. Prescott, economista e professor norte-americano - Por suas contribuições para a macroeconomia dinâmica: a consistência da política econômica no decorrer do tempo e as forças motrizes por trás dos ciclos de negócios.
2005 - Robert J. Aumann, economista, matemático e professor israelense e norte-americano; Thomas C. Schelling, economista e professor norte-americano - Por ampliar nossa compreensão a respeito de conflito e cooperação por meio da análise da Teoria dos Jogos.
2006 - Edmund S. Phelps, economista norte-americano - Por sua análise dos efeitos das trocas no decorrer do tempo na política macroeconômica.
2007 - Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson, economistas e professores norte-americanos - Por ter estabelecido as bases da Teoria do Desenho dos Mecanismos (de mercado).
2008 - Paul Krugman, economista e professor norte-americano - Por sua análise dos padrões do comércio e da localização da atividade econômica (na globalização).
2009 - Elinor Ostrom, professora de ciência política norte-americana; Oliver E. Williamson, economista e professor norte-americano - Por suas análises da governança econômica, especialmente sobre propriedades compartilhadas (Ostrom) e sobre a resolução de conflitos entre empresas (Williamson).
2010 - Peter A. Diamond e Dale T. Mortensen, economistas e professores norte-americanos; Chistopher A. Pissarides, economista e professor cipriota - Por suas análises dos mercados e de como as políticas e normas regulatórias afetam o nível de emprego e os salários.
2011 - Thomas J. Sargent e Chistopher A. Sims, economistas e professores norte-americanos - Por suas pesquisas empíricas sobre as causas e os efeitos na macroeconomia.
2012 - Alvin E. Roth e Lloyd S. Shapley, economistas e professores norte-americanos - Pelo desenvolvimento da Teoria das alocações estáveis e da prática de modelo de mercado, trabalhos sobre como associar os agentes econômicos.
2013 - Eugene F. Fama, Lars Peter Hansen e Robert J. Shiller, economistas norte-americanos - Por suas análises empíricas dos preços de ativos e seu trabalho pioneiro em identificar as tendências nos mercados financeiros.
2014 - Jean Tirole, economista e professor francês - Por seu trabalho sobre análise do poder e regulação de mercado.
2016 - Oliver Hart, economista e professor britânico; Bengt Holmström, economista e professor finlandês - por suas contribuições para a teoria dos contratos, que têm múltiplas aplicações em diversos contextos da vida real.
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