DIPLOMACIA BRASILEIRA
A responsabilidade pela formulação e pela execução da política externa brasileira, com base nas orientações do presidente da República, cabe ao Ministério das Relações Exteriores (MRE, www.itamaraty.gov.br), em que está instalada a estrutura da diplomacia brasileira. O ministério é conhecido como Itamaraty e o titular da pasta é denominado chanceler.
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL - A Constituição de 1988 reafirma a tradição diplomática do Brasil, cujos preceitos básicos são a determinação de que o país deve seguir os princípios da soberania nacional, da igualdade entre os Estados, da cooperação e da autodeterminação dos povos, da defesa da paz e da solução pacífica das controvérsias, do repúdio ao terrorismo e ao racismo e da prevalência dos direitos humanos. A Constituição estabelece, ainda, o compromisso do país com a integração política, econômica, social e cultural dos povos da América Latina na busca de uma comunidade latino-americana de nações.
CARREIRA DIPLOMÁTICA NO BRASIL - O ingresso na carreira se dá por concurso realizado pelo Instituto Rio Branco, a escola de formação diplomática do Itamaraty. Para participar é preciso ser brasileiro nato e ter concluído um curso de graduação reconhecido no Brasil. Aprovado no concurso, o candidato faz um estágio de dois anos, organizado nos moldes de um curso de mestrado, e entra para a carreira diplomática como terceiro-secretário. Os cargos seguintes na carreira são os de segundo-secretário, primeiro-secretário, conselheiro, ministro de segunda classe e ministro de primeira classe (embaixador).
PRÊMIO NOBEL DA PAZ
Listamos os escolhidos nos últimos quinze anos para receber o Prêmio Nobel da Paz, o principal reconhecimento internacional por ações de âmbito mundial visando ao estabelecimento de relações pacíficas entre as nações e os povos.
VENCEDORES NOS ÚLTIMOS 15 ANOS E O MOTIVO DA PREMIAÇÃO
2002 - Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos - Por décadas de incansável esforço para buscar soluções pacíficas para os conflitos internacionais, pelo avanço da democracia e dos direitos humanos e para promover o desenvolvimento econômico e social.
2003 - Shirin Ebadi, advogada iraniana ligada à defesa dos direitos humanos - Por seus esforços em prol da democracia e dos direitos humanos, especialmente focados na luta pelos direitos das mulheres e das crianças.
2004 - Wangari Muta Maathai, professora quiniana, defensora do meio ambiente - Por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, para a democracia e para a paz.
2005 - Agência Internacional de Energia Atômica; Mohamed ElBaradei, diplomata egípcio - Por seus esforços para evitar que a energia nuclear seja usada com fins militares e para garantir que a energia nuclear para fins pacíficos seja utilizada da forma mais segura possível.
2006 - Banco Grameen, de Bangladesh, fornecedor de microcrédito; Muhammad Yunus, criador do Banco Grameen - Por seus esforços em criar um desenvolvimento econômico e social vindo de baixo.
2007 - IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas; Al Gore (Albert Arnold Gore Jr.), ex-vice-presidente dos EUA - Por seus esforços em formular e disseminar um maior conhecimento sobre as mudanças climáticas causadas pelo homem e assentar as bases para as medidas necessárias para conter essas mudanças.
2008 - Martti Ahtisaari, ex-presidente da Finlândia - Por seus importantes esforços, em vários continentes e por mais de três décadas, para resolver conflitos internacionais.
2009 - Barak Oabama, ex-presidente dos Estados Unidos - Por seus esforços em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos.
2010 - Liu Xiaobo, preso político chinês - Por sua luta persistente e pacífica pelos direitos humanos na China.
2011 - Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria; Leymah Gbowee, pacifista liberiana; Tawakkol Karman, jornalista do Iêmen - Por seu ativismo pacífico em prol da segurança das mulheres e do direito das mulheres à plena participação no trabalho de construção da paz.
2012 - União Europeia - Por mais de seis décadas contribuindo para o avanço da paz, da reconciliação, da democracia e dos direitos humanos na Europa.
2013 - Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas), organização holandesa - Por seu extensivo trabalho para eliminar armas químicas.
2014 - Malala Yousafzai, paquistanesa - Por seus esforços contra a opressão das crianças e pelo direito de todas as crianças à educação.
2014 - Kailash Datyarthi, indiano - Por sua luta desde 1980 para retirar milhares de crianças do trabalho em fábricas, em regime de quase escravidão. Dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2014 com Malala Yousafzai.
2015 - Quarteto de Diálogo Nacional, da Tunísia - Por sua contribuição para a construção de uma democracia plural na Tunísia após a revolução de 2011.
2016 - Juan Manuel Santos, presidente colombiano - Por seus esforços na busca de um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
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